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Luz, Cedro e Pedra - Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola
Luz, Cedro e Pedra - Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola

Luz, Cedro e Pedra - Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola

Fotógrafo: Horacio Coppola
Texto: Luciano Migliaccio

Catálogo da exposição homônima realizada pelo Instituto Moreira Salles, o livro reúne 81 imagens feitas pelo fotógrafo argentino em 1945, nas cidades mineiras de Congonhas do Campo, Sabará e Ouro Preto. A publicação tem texto do curador da exposição Luciano Migliaccio, professor do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da fau-usp.

Foi nos anos de formação que surgiu o gosto de Coppola pela escultura pré-moderna e mesmo arcaica. Esse espírito de redescoberta certamente motivou sua viagem a Minas Gerais, em 1945, em busca da obra de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814), compreendido por Coppola como artista integral, isto é, arquiteto, escultor e “ornamentista sacro”. Horacio Coppola voltou para Buenos Aires com um rico acervo de ima­gens que, dez anos mais tarde, expôs nos salões da associação Amigos del Libro e publicou no livro Esculturas de Antonio Francisco Lisboa O Aleijadinho (Buenos Aires: Ediciones de La Llanura, 1955). Em 2007, mesmo ano em que inaugurou a exposição Horacio Coppola — Visões de Buenos Aires, o Instituto Moreira Salles incorporou a suas coleções 150 dessas imagens.

Páginas: 72
Formato: 16 x 22 cm
ISBN: 9788586707834
Idioma: Português

R$35,00
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Horacio Coppola

Fotógrafo

Horacio Coppola (Buenos Aires, 1906-Idem, 2012) começou na fotografia em 1927 por influência de seu irmão mais velho, que usava uma câmera de grande formato. Autodidata, tendo como referência nomes como Félix Nadar e Edward Weston, aprendeu a fotografar nas ruas da capital argentina, registrando intensamente as mudanças urbanísticas, sociais e culturais da cidade. Em 1930, as fotos de Coppola ilustraram o ensaio Evaristo Carriego, de Jorge Luis Borges, de quem era amigo. Em outubro de 1932, aos 25 anos, partiu para uma temporada de seis meses em Berlim, onde consolidou a intenção modernista de sua obra. Estudou e atuou no departamento de fotografia da Bauhaus até seu fechamento pelo governo nazista, o que o forçou a sair da Alemanha. Em Paris, Christian Zervos, diretor dos Cahiers d’Art, encomendou-lhe seu primeiro livro fotográfico, L’Art de la Mésopotamie, sobre o acervo de arte suméria do Louvre e do British Museum. Por intermédio de Zervos, Coppola passou a frequentar as oficinas de Marc Chagall e de Joan Miró, cujos retratos publicaria em Paris. De volta à Argentina em 1936, publicou suas fotos no livro Buenos Aires, 1936, visión fotográfica, com textos de Alberto Prebisch e Ignacio Anzoátegui, encomendado pelo prefeito Mariano de Vedia y Mitre em homenagem ao quarto centenário da cidade. Nesse mesmo ano, produziu Así nació el obelisco, sobre a construção do monumento que simbolizava a cidade arcaica. Em 1937, abriu um estúdio fotográfico voltado para a publicidade com sua mulher, a fotógrafa alemã Grete Stern, que conhecera no período passado na Bauhaus. Montou também uma editora, La Llanura. Coppola começou a trabalhar com fotografias em cor em 1960 e, nas décadas de 1970 e 1980, atuou também como professor.