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Mira Schendel, pintora
Mira Schendel, pintora

Mira Schendel, pintora

Artista: Mira Schendel
Texto: Marco Giannotti, Sergio Sister, Paulo Pasta

Este catálogo integra uma série de publicações do Instituto Moreira Salles com a intenção de revisitar a história da arte brasileira, ora revelando aspectos ainda pouco discutidos na obra de nomes essenciais, ora destacando trabalhos de alta qualidade que ainda não mereceram a devida atenção. Na exposição Mira Schendel, pintora, a curadora Maria Eduarda Marques reuniu alguns dos melhores exemplos da pintura de Mira Schendel entre os anos 1950 e 1980.

No catálogo, como na mostra, veem-se telas de filiação morandiana, têmperas monocromáticas de superfície fosca e aveludada e exemplos dos Sarrafos, obras que tensionam as fronteiras entre a pintura, a escultura e o desenho. Além da reprodução das obras expostas nos centros culturais do Instituto Moreira Salles em 2011, este catálogo reúne apresentação da curadora e textos históricos sobre a pintura de Schendel e depoimentos inéditos de três pintores contemporâneos (Marco Giannotti, Sergio Sister e Paulo Pasta), cujos trabalhos dialogam com aspectos da produção de Mira.

Páginas: 132
Formato: 21,3 x 26 cm
ISBN: 9788586707711
Idioma: Português

R$45,00

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Mira Schendel

Artista

Mira Schendel (Zurique, Suíça, 1919-São Paulo, 1988), ou Myrrha Dagmar Dubb, mudou-se para Milão após a separação de seus pais (ambos de origem judaica), acompanhando a mãe e o padrasto. Ali, frequentou a escola de arte a partir de 1936 e estudou filosofia na Universidade Católica entre 1938 e 1940. Com a Segunda Guerra Mundial, interrompeu os estudos e deixou a Itália. Em Sófia, na Bulgária conheceu seu primeiro marido, Jossip Hargesheimer, com quem viajou para o Brasil em 1946, e fixou residência em Porto Alegre. Nos anos 1950, Mira viveu um período de intensa atividade artística: pintou, fez escultura em cerâmica, deu aulas de pintura e de orientação artística, escreveu e publicou poesias, estudou filosofia por conta própria e fez restauro de imagens barrocas. Sua primeira exposição individual aconteceu na sede do jornal Correio do Povo, em 1950. No ano seguinte, foi selecionada para integrar a i Bienal de São Paulo. Em 1953, Mira e Jossip se separaram. A artista mudou-se para São Paulo. No ano seguinte, conheceu Knut Schendel, com quem se casaria oficialmente em 1960, quando passou a usar o sobrenome do marido. As séries das Fachadas e das Geladeiras compuseram a primeira exposição individual de Mira em São Paulo, no Museu de Arte Moderna, em outubro de 1954. Dois anos depois, nasceu sua filha Ada Clara Schendel. O início da década de 1960 representou um período de pesquisa e de produção intensas na pintura. Várias exposições individuais foram dedicadas a sua obra. Participou da 34ª Bienal de Veneza, da x Bienal de São Paulo, em 1969, e da xvi Bienal de São Paulo, em 1981.