• Nenhum item no carrinho

Cinefotorama: José Medeiros
Cinefotorama: José Medeiros

Cinefotorama: José Medeiros

Fotógrafo: José Medeiros

Uma reunião inédita de imagens feitas pelo fotógrafo José Medeiros sobre a vida carioca dos anos 1950. Ao longo de sua carreira, e sobretudo nos 15 anos em que permaneceu como fotojornalista da revolucionária revista O Cruzeiro, José Medeiros cobriu os mais variados aspectos da sociedade do Rio de Janeiro: dos páreos no Jockey Club a números de circo, dos bailes de Carnaval aos comícios de Getúlio Vargas, das ensolaradas cenas de praia da Zona Sul às viagens suburbanas pelos trens da Central.

Cinefotorama faz muito mais do que simplesmente pinçar belas imagens de José Medeiros e reuni-las aleatoriamente. O livro constrói uma deliciosa narrativa visual, encadeando temas de forma inteligente e bem-humorada. A forma de composição da narrativa visual é exatamente a mesma da usada pelo poeta Zuca Sardan nos versos que abrem o volume. De um lado, ele faz uma hábil e inusitada colagem de temas, produzindo novos sentidos; de outro, seu poema transborda senso de humor. Nele, José Medeiros é “Zé do Flash”, e o humor da narrativa feita pelas imagens recebe sua contrapartida textual: “Bloco é procissão do Carnaval/ tem diabo, tem caveira/ Procissão é bloco da Quaresma,/ o padre solta a marchinha/ as freiras são pastorinhas/ seus chapéus revoada de gaivotas.”

As imagens de Cinefotorama fazem parte de um acervo de mais de 20 mil negativos de Medeiros, incorporado em 2005 ao acervo do Instituto Moreira Salles.


R$39,00

Adicionar à Lista de Desejos

José Medeiros

Fotógrafo

José Medeiros (Teresina, 1921-Áquila, Itália, 1990) travou seus primeiros contatos com a fotografia em Teresina. Em 1939, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a publicar seus instantâneos nas revistas Tabu e Rio. Em 1946, o fotógrafo francês Jean Manzon, radicado no Brasil desde 1940, convidou-o a integrar a equipe da revista O Cruzeiro, um dos maiores sucessos da imprensa brasileira e, sobretudo, um centro de inovação fotojornalística. Medeiros trabalharia por 15 anos para a revista. Em 1962, fundou a agência Image, em parceria com Flávio Damm e Yedo Mendonça. Três anos mais tarde, começou a trabalhar com cinema, assinando a direção de fotografia de clássicos como A falecida (1965), de Leon Hirszman, Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues, e Memórias do cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos.