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Luiz Gonzaga: tem sanfona no choro
Luiz Gonzaga: tem sanfona no choro

Luiz Gonzaga: tem sanfona no choro

Para comemorar os 100 anos de Luiz Gonzaga, em 13 de dezembro de 2012, o Instituto Moreira Salles lançou o livro de partituras Luiz Gonzaga: tem sanfona no choro, organizado pelo músico e pesquisador Marcelo Caldi. A publicação reúne partituras para sanfona e acompanhamento cifrado de músicas compostas principalmente na década de 1940, transcritas por Marcelo Caldi a partir dos áudios originais, já que não havia registro escrito dessa fase embrionária da carreira de Gonzagão.

Pouco ou nada conhecidos do grande público, os choros, valsas, polcas, xamegos e mazurcas reunidos neste livro lançam luz para a originalidade e o valor histórico da face instrumental de Luiz Gonzaga. Além das partituras, a publicação conta ainda com textos de Marcelo Caldi e do pesquisador e produtor musical Fernando Gasparini, e com um cd instrumental com 13 músicas, produzido por Marcelo Caldi com recursos do Prêmio Funarte Centenário de Luiz Gonzaga 2012.

Luiz Gonzaga iniciou sua carreira no Rio de Janeiro, apresentando-se como calouro de programas de rádio no final da década de 1930 e, posteriormente, gravando como artista principal na gravadora rca Victor. Lançou vários discos instrumentais de 78 rpm entre 1941 e 1946. O meio musical carioca foi fundamental para o crescimento e o amadurecimento artístico de Gonzagão. O sanfoneiro também gravou músicas de autores de sua época – é o caso de “Apanhei-te cavaquinho” e “Brejeiro”, de Ernesto Nazareth, e “Subindo ao céu”, de Aristides Borges. Embora não tenha sido o primeiro a gravar sanfona no choro, Luiz Gonzaga é referência inaugural para a maioria dos sanfoneiros que fizeram tradição no gênero, como Orlando Silveira e Mário Zan, Dominguinhos e Sivuca.

 

Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, pe, 1912-Recife, 1989), o Rei do Baião, foi compositor e uma das mais importantes figuras da música popular brasileira. Acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé de serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Ganhou notoriedade com as antológicas canções “Baião” (1946), “Asa branca” (1947), “Juazeiro” (1948), “Qui nem jiló” (1949) e “Baião de dois” (1950).

 


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