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Carta a Otto ou um Coração em agosto
Carta a Otto ou um Coração em agosto

Carta a Otto ou um Coração em agosto

Autor: Paulo Mendes Campos

Edição fac-similar da carta escrita por Paulo Mendes Campos em agosto de 1945 – poucos dias depois de se mudar para o Rio de Janeiro – para o amigo Otto Lara Resende (1922-1992), que ainda vivia em Belo Horizonte. Otto e Paulo, com Fernando Sabino e Helio Pellegrino, integraram o grupo de escritores mineiros que ficou conhecido como “os quatro cavaleiros de um íntimo apocalipse”, expressão criada por Otto.

Paulo decidiu sair de Minas Gerais quando o poeta chileno Pablo Neruda anunciou uma visita ao Rio de Janeiro. Na então capital federal, ficou hospedado na casa dos amigos Fernando Sabino – que saíra de Minas em 1944 – e Helena. O casal era bem relacionado no meio artístico carioca, e Paulo rapidamente se integrou aos intelectuais que festejavam Neruda, como Vinicius de Moraes, Rubem Braga e Carlos Leão. A Carta a Otto, agora transformada em livro, trata da angústia vivida pelo novo morador do Rio de Janeiro. Apartado de suas referências belo-horizontinas, Paulo sofria enquanto buscava novos pontos de orientação. Elvia Bezerra, coordenadora de literatura do Instituto Moreira Salles, assina o posfácio e é organizadora da edição. No final da carta, Paulo transcreve o “Poema a Otto Lara Resende ou Vinte e três agostos no coração”, que permaneceu inédito até a edição deste livro.

ISBN: 9788586707810

R$19,50

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Paulo Mendes Campos

Autor

Paulo Mendes Campos nasceu a 28 de fevereiro de 1922, em Belo Horizonte. Iniciou seus estudos na capital mineira, prosseguiu em Cachoeira do Campo e terminou em São João del Rei. Começou a cursar Odontologia, Veterinária e Direito, mas não completou nenhum dos cursos. Jovem ingressou na vida literária, como integrante da geração mineira a que pertenceram Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino, João Ettiene Filho e Murilo Rubião. Em Belo Horizonte, dirigiu o suplemento literário da Folha de Minas e trabalhou na empresa de construção civil de um tio.

Foi ao Rio de Janeiro, em 1945, para conhecer o poeta Pablo Neruda, e por ali ficou. No Rio já se encontravam seus melhores amigos de Minas. Passou a colaborar em O Jornal, Correio da Manhã (de que foi redator durante dois anos e meio) e Diário Carioca. Neste último, assinava a "Semana Literária" e, depois, a crônica diária "Primeiro Plano". Foi, durante muitos anos, um dos três cronistas efetivos da revista Manchete.

Admitido no IPASE, em 1947, como fiscal de obras, passou a redator daquele órgão e chegou a ser diretor da Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1951 lança seu primeiro livro, "A palavra escrita" (poemas).

Paulo Mendes Campos foi repórter e redator de publicidade. Foi, também, tradutor de poesia e prosa inglesa e francesa — entre outros Júlio Verne, Oscar Wilde, John Ruskin, Shakespeare, além de Neruda.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 1° de julho de 1991, aos 69 anos. Em 1999 foi homenageado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro: seu nome está em uma pequena praça que fica no cruzamento das ruas Dias Ferreira, Humberto de Campos e General Venâncio Flores, no Leblon.