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Tempo reencontrado
Tempo reencontrado

Tempo reencontrado

Autor: Alexandre Eulálio
Organização: Carlos Augusto Calil

Organizado por Carlos Augusto Calil, Tempo reencontrado reúne dez ensaios de Alexandre Eulalio, este intérprete incomum que, nas palavras de Antonio Candido, foi capaz de aliar o conhecimento mais rigoroso da história e da estética à livre fantasia criadora, sempre em busca de “chaves para compreender o tempo”.

No conjunto afiado e extremamente original, vale destacar os ensaios sobre Cornelio Penna, Henrique Alvim Corrêa e os três textos dedicados à leitura de Esaú e Jacó (1904), de Machado de Assis, em paralelo com a análise da tela de Aurelio de Figueiredo, O último baile da monarquia (1905), exemplos da mais fina inteligência crítica. Numa combinação bastante rara, o ensaísmo investigativo de Alexandre Eulalio, um scholar que fugiu dos bancos escolares para construir uma trajetória inteiramente singular, aliava erudição, perspectiva histórica e um faro muito apurado para enveredar por temas, autores e campos de interesse que poucos costumam trilhar. Extremamente sensível à construção literária, mas também aos valores táteis e visuais das artes plásticas, o crítico manteve-se sempre aberto ao estímulo multidisciplinar e — como demonstram os dez textos reunidos neste livro — fez da intersecção entre a literatura e as outras artes um lugar privilegiado para o exercício da análise e da interpretação.


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Alexandre Eulálio

Autor

Alexandre Eulalio (Rio de Janeiro, 1932-São Paulo, 1988) nasceu no Rio de Janeiro de uma tradicional família mineira de Diamantina. Na então capital federal, ingressou na Faculdade Nacional de Filosofia, onde estudou de 1952 a 1955, abandonando o curso antes de concluí-lo. De formação autodidata dirigida para a estética e a história, recebeu em meados dos anos 1960 bolsa da Fundação Guggenheim, permanecendo nos Estados Unidos entre 1967 e 1969. Começou a atuar profissionalmente na imprensa carioca, paulista e mineira desde o início dos anos 1950, colaborando com o Diário Carioca, o Correio da Manhã, o Jornal de Letras e O Globo, entre outros. Foi redator-chefe da Revista do Livro, do inl, e ensinou língua portuguesa e literatura brasileira na Universidade de Veneza entre 1966 e 1972, atuando também como professor visitante nas universidades de Harvard, Princeton, Cambridge e Massachussets. Não obstante a quantidade de ensaios e artigos de reconhecida qualidade dispersos por jornais e revistas, publicaria apenas um livro em vida, A aventura brasileira de Blaise Cendrars (1978), que obteve o Prêmio Pen Club do Brasil. Em 1979, passou a lecionar no Departamento de Teoria Literária da Unicamp, no qual ingressou por notório saber. A partir do ano seguinte, dividiu seu tempo entre São Paulo e a casa de Campinas, até seu falecimento em junho de 1988.

Carlos Augusto Calil

Organização

Carlos Augusto Calil (São Paulo, 1951) cursou cinema na Escola de Comunicações e Artes da USP. Graduado em 1973, desde 1988 é professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão na mesma universidade. Exerceu funções de direção em órgãos públicos culturais, como a Embrafilme (1979-1986), a Cinemateca Brasileira (1987-1992), o Centro Cultural São Paulo (2001-2004), e, em abril de 2005, assumiu a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Autor de documentários premiados, como Acaba de chegar ao Brasil o bello poeta francez Blaise Cendrars (1972), editou antologias e publicou diversos ensaios sobre cinema, teatro, história e literatura.