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serrote 17
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Um dos destaques deste número é o ensaio do mexicano Rubén Gallo, professor da Princeton University, onde dirige o programa de estudos latino-americanos.

Em "O improvável Édipo stalinista", Gallo (1969) conta a história de um jurista mexicano, discípulo e correspondente de Freud, que tentou compreender o assassinato de Leon Trótsky a partir da psicanálise. Originalmente publicado como capítulo do livro Freud's Mexico, de 2010, o texto procura mapear a recepção das teorias freudianas entre intelectuais e artistas no México. Acompanham o ensaio fotos do também mexicano Manuel Álvarez Bravo (1902-2002), um dos principais nomes da história da fotografia no século 20.

Outro ensaio desta edição que propõe uma reflexão sobre a América Latina é "Itinerários extraterritoriais", de outro mexicano, Juan Villoro (1956). O jornalista defende que, vítima de seu próprio exotismo, enredada no olhar multicultural, a América Latina continuaria sob o risco de ser representada como um parque temático.

Na série The Liar, the Copy of the Liar, o artista belga radicado no México Francis Alÿs encomendou a pintores de cartazes cópias de suas próprias telas. Mais tarde, misturou-as às suas obras, com o objetivo de criticar o circuito do comércio de arte. As pinturas ilustram "Breves conferências", de Anne Carson (1950). Com obra inédita no Brasil, ela é, sobretudo, poeta, apesar de se dedicar continuamente ao ensaio e à tradução de clássicos gregos. Os fragmentos publicados na serrote, difíceis de serem classificados em um único gênero, fazem parte de Plainwater (2000), livro que mistura poesia e prosa.

A obra de Janet Malcom (1934) é referência incontornável para o jornalismo contemporâneo. Há mais de cinco décadas colaborando com a revista New Yorker, ela se tornou sinônimo do espírito da revista. É dela o texto "41 falsos começos", publicado nesta edição da serrote, sobre o artista americano David Salle.

Alexandre Eulalio (1932-1988) ainda é um dos grandes nomes do ensaísmo brasileiro por sua diversidade de interesses, sua sofisticação de abordagem e estilo refinado. A serrote traz o texto "Os Beatles são um pouco de tudo para todas as pessoas", que fará parte de uma nova coletânea do autor, organizada por Carlos Augusto Calil, a ser publicada pela Companhia das Letras.

O ensaio visual deste número, "Sobre a forma", foi publicado na França como livro. Quatro estudantes da École Nationale Supérieure de Création Industrielle ilustraram uma palestra do escritor francês Jean-Christophe Bailly (1949). Os desenhos foram traçados com uma única cor: tinta azul da caneta esferográfica Bic.

E mais:

- "Saudades de casa", de Ana Almeida (1982), foi o terceiro colocado no 2º Prêmio de Ensaísmo serrote;

- o filósofo Alain Badiou (1937) assina o texto "24 anotações sobre a palavra 'povo'", termo que hoje é parte sensível do léxico político. O texto é ilustrado pela série de heliogravuras do artista argentino León Ferrari (1920-2013);

- Em "Ponte e porta", Georg Simmel (1858-1919), na Berlim do início do século 20, sugere identificar o que é próprio da condição humana nos conceitos de porta e de ponte, retirando-as do cotidiano com o olhar inquiridor de quem as vê pela primeira vez;

- Em "O silêncio dos livros", George Steiner (1929) discute a tradição da cultura impressa ocidental. As ilustrações são do paulista Iran do Espírito Santo (1963), que atua em múltiplas frentes, do desenho à escultura, passando pela gravura e pela pintura. A série CRTN parte da ideia de variações de luz sobre a cortina – referência abreviada nas consoantes que dão nome à série;

- "Ficções da vida e da morte", do ensaísta inglês James Wood (1965), define a literatura como um momento privilegiado de compreender a vida do princípio ao fim. O texto é acompanhado por uma série de litografias do pintor e escultor americano Frank Stella (1936), um dos principais nomes do minimalismo.

Páginas: 240
Formato: 24x18cm
Idioma: Português
Coleção: Serrote
Lançamento: Julho/2014

R$42,50

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