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serrote 16
serrote 16

serrote 16

Neste número, a publicação traz um ensaio de anotações visuais feitas por Antonio Dias, em Paris, durante a década de 1960. Publicados pela primeira vez, os experimentos ganharam múltiplas formas – que incluem desenho, escrita e colagem –, na época em que o desejo do artista era "estar longe da ditadura". 

Assinada por Ben Shahn, a capa da serrote #16 é um detalhe da tela Handball, de 1939. A imagem ilustra o conto "América! América!", de Delmore Schwartz, autor que se tornaria uma das maiores influências para escritores tão diferentes quanto Robert Lowell, John Berryman, Saul Bellow e Lou Reed. Lou Reed, por sinal, assina o texto "Ó, Delmore", publicado originalmente como prefácio para a mais recente edição de In Dreams Begin Responsibilities and Other Stories.

Em "A imagem persistente", Martin Scorsese afirma que a luz, a metáfora da criação e a ação recriada fazem da linguagem do cinema uma interrogação sobre quem e o que somos. O cineasta estabeleceu seu vínculo com a imagem em movimento influenciado pelos pais. Era no cinema que ele e a família viviam "as verdades emocionais, [...] coisas que não poderíamos discutir, ou não discutiríamos, ou nem chegaríamos a reconhecer em nossas vidas".

Também nesta edição, o ensaio "A potência estética da nostalgia", de André Antônio Barbosa, reflete sobre a sensação de pertencimento a passados distantes como uma crítica radical aos valores contemporâneos. O texto, que foi o segundo colocado no 2º Prêmio de Ensaísmo serrote, é ilustrado com obras das séries Cavo um fóssil repleto de anzóis e Rolleiflex serpentina, do artista paranaense Odires Mlászho.

 

E mais:

- Escrita por Michel de Montaigne, a "Carta aberta" da serrote narra os últimos momentos do filósofo que o inspirou nas reflexões de Sobre a amizade. É sobre o seu amigo, Étienne de La Boétie, que se refere à célebre frase do inventor do gênero ensaístico: "Porque era ele, porque era eu".

- Quatro séculos depois de Montaigne, o texto do filósofo alemão Max Bense, "O ensaio e sua prosa", situa o ensaio em um terreno intermediário entre a criação e a convicção – ou a prosa que não perde de vista a poesia. Até agora inédito em português, o ensaio foi publicado pela primeira vez em 1947 na revista alemã Merkur e é ilustrado na serrote com imagens da série Tecelar, da Lygia Pape.

- Em Triste Brasil, Elizabeth Hardwick faz duro relato sobre sua viagem ao país em 1974, dez anos após o golpe militar – e conclui que, aqui, começo e fim se encontram tragicamente. Três imagens da série Cartemas (1972), de Aloisio Magalhães, ilustram o ensaio.

- Na seção "Alfabeto serrote", o programador de computadores apaixonado por tipografia Keith Houston analisa o # (jogo da velha).

- Histórico colaborador da New Yorker, James Thurber trata com lirismo a memória de um cão de estimação da infância. 

- Crítico da New Republic e combativo debatedor da cena contemporânea, Jed Perl reflete sobre o mercado da arte contemporânea no ensaio "Estética laissez-faire". Para ele, "não importa o quanto as experiências que as pessoas tenham com obras de arte encham seus olhos: elas acabam sendo de algum modo insatisfatórias, desprovidas de contextos e de significados". A série Sotheby's, produzida pelo artista plástico Nelson Leirner (1932), trava um diálogo com o texto.

- O ensaio de Lorenzo Mammì, "Os caminhos para o Renascimento", faz uma leitura da obra clássica O outono da Idade Média, do historiador Johan Huizinga.

- No texto "Em que tempo vivemos?", o filósofo Jacques Rancière propõe uma reflexão sobre a divergência entre as temporalidades global e individuais e sobre como poderíamos pensar um mundo que está marcado pela ideia de "fim". Acompanha o ensaio a série The End, do artista Ed Ruscha, uma reunião de telas com variações sobre o letreiro final de um filme produzida entre as décadas de 1980 e 2000.

Páginas: 240
Formato: 24x18cm
Idioma: Português
Coleção: Serrote
Lançamento: Março/2014

R$42,50

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