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Madalena Schwartz: Retratos
Madalena Schwartz: Retratos

Madalena Schwartz: Retratos

Fotógrafo: Madalena Schwartz
Texto: Antonio Fernando De Franceschi, Maureen Bisilliat, Pedro Karp Vasquez, Rubens Fernandes Junior, Jorge Schwartz

A publicação traz 22 retratos de celebridades e anônimos. Apresentação de Antonio Fernando De Franceschi e textos de Maureen Bisilliat, Pedro Karp Vasquez, Rubens Fernandes Junior e Jorge Schwartz. O acervo da fotógrafa pertence ao Instituto Moreira Salles.

Páginas: 44
Formato: 21,5 x 21,5 cm
Idioma: Português

R$15,00

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Madalena Schwartz

Fotógrafo

Madalena Schwartz (Budapeste, 1921-São Paulo, 1993) emigrou duas vezes. Em 1934, órfã de mãe, foi viver com o pai na Argentina; em 1960, casada e mãe de dois filhos, mudou-se para o centro de São Paulo. Viveu na cidade até sua morte. Não reconhecia no ato de fotografar a realização de uma arte, e sim uma etapa da luta por reconhecimento que todo imigrante deve vivenciar ao chegar a um país novo. A obra da fotógrafa no acervo do IMS, com mais de 16 mil imagens, é composta por retratos de paulistanos das décadas de 1970 e 1980, além de rostos anônimos registrados em viagens pelo Norte e Nordeste do país. Algumas de suas fotos mais conhecidas são retratos de artistas plásticos, músicos e intelectuais brasileiros, como os de Sérgio Buarque de Holanda e seu filho Chico Buarque, Clarice Lispector, Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade.

Maureen Bisilliat

Texto

Maureen Bisilliat (Englefieldgreen, Inglaterra, 1931), fotógrafa e documentarista, foi bolsista da Fundação Guggenheim (1970), do cnpq (1981-1987) e da Fapesp (1984-1987). Chegou ao Brasil em 1952, aqui se radicando. Iniciou na fotografia em 1962, tendo atuado por dez anos nas revistas Realidade e Quatro Rodas. Essas andanças resultaram na elaboração de um projeto traçando equivalências fotográficas dos mundos retratados por Euclides da Cunha, João Guimarães Rosa, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto e Adélia Prado. De 1972 a 1977, visitou com frequência o Xingu. Em 1979, lançou, em coautoria com os irmãos Villas-Bôas, a publicação Xingu/Terra e participou com uma sala especial da XIII Bienal de São Paulo (1975). Em 1988, foi convidada por Darcy Ribeiro para contribuir na criação de um acervo de arte popular latino-americana, do qual nasceu o Pavilhão da Criatividade no Memorial da América Latina. Foi diretora deste espaço de 1989 a 2010. Em 2003, o Instituto Moreira Salles adquiriu seu acervo fotográfico. O interesse do Instituto Moreira Salles pela sua obra reavivou o interesse da própria autora por seus trabalhos, até então esquecidos nos armários do tempo. O Prêmio Porto Seguro de Fotografia, a Ordem do Ipiranga, a Ordem do Mérito Cultural e a Ordem do Mérito da Defesa, recebidos todos no ano de 2010, indicam a repercussão dessa redescoberta.